15 de set. de 2011

2ª TRILHA DAS SETE VOLTAS DE UIBAÍ


Divulgando...

2ª TRILHA DAS SETE VOLTAS DE UIBAÍ

CATEGORIA:

Moto Trilha

TRAJETO:

Sede => roças da Serra => descida das 7 Voltas => Riacho do boqueirão da Canabrava => Rua da Canabrava =>Prado => Riacho do Meio => Olho D´água => Boca D´água => Quixabeira => Grama => Zumba => Caldeirão => Fazenda => Gergelim => Mandacarú => Altamira => Hidrolândia => Sobriera => Formosa => Sede (ponto de chegada).

PROGRAMAÇÃO:

A 2ª Trilha das 7 Voltas de Uibaí acontecerá no dia 25 de setembro de 2011.
08:00 h - Abertura do evento, com apresentação do Hino Nacional e Municipal;
08:30 h - Palestra sobre preservação do meio ambiente;
09:00 h - Apresentações radicais com os mototrilheiros;
09:20 h - Volta de apresentação de todos os mototrilheiros participantes da Trilha, pelas ruas da cidade
09:30 h - Largada no Alto da Estrela (em frente a casa de Pelezinho)
13:00 h - Recepção dos trilheiros com almoço, som ao vivo e um vídeo da 1ª Trilha (2010).

Organização - Miguel e Abson

14 de set. de 2011

Imagens da Conferencia de Cultura





Aqui estão algumas fotografias da Conferencia Municipal de Cultura que aconteceu em Uibaí há alguns dias na Casa Paroquial.

Aniversário de Emancipação de Uibaí 2011

Acima: João Ferreira, Pedro da Rocha e Djalma Bessa.


Atendendo a busca dos leitores por informações sobre os 50 anos do nosso município, aqui vão algumas informações.

* Canabrava foi fundada em 1847 e pertenceu ao município de Xique-Xique até 1958, quando foi desmembrado o município de Central (que era composto também por Jussara, P. Dutra e Uibaí).
* O principal líder político de Central, então, era o coronel Filintro Pires Maciel, de Maxixe de Central. Ele apoiou a candidatura de seu cunhado Pedro da Rocha Machado para prefeito e tinha o apoio do deputado federal Manoel Novaes, este era uma espécie de homem das obras, pois controlava as verbas da Comissão do Vale do São Francisco, a CODEVASF da época. O deputado conseguia poços artesianos, emprestava tratores e arrumava motor de luz para seus aliados.
* As eleições fraudadas deram a vitória ao candidato Cazuzão, José Peregrino de Souza. Pedro da Rocha tinha muitos votos em Jussara, P. Dutra e Uibaí.
* A perícia concluiu que houve fraude comprovada, mas se a eleição de Central fosse anulada, o grupo de Manoel Novaes perderia o vice-governador do Estado. Então, fez-se um acordo: Pedro da Rocha desistia do processo, o vice de seu grupo tomava posse e eles articulariam a criação do novo município.
* A partir de Canabrava é que saíram os fundadores de São Gabriel, Lagoa da Canabrava (P. Dutra) e Roça de Dentro (Central), além de outras centenas de povoados. A criação do município de Uibaí estimulou a criação do município de P. Dutra e de Jussara.
* O candidato da oposição a Pedro da Rocha foi Eliezer Rocha.
* A maioria dos vereadores eram da sede: João de André, seu Manin, João Ferreira, Domingão. Hidrolândia teve os vereadores Oliveiros e João de Artur, Boca D'água teve seu Dú e Quixabeira teve Zé Baixinho.
* O golpe de 1964 deixou o grupo de Pedro da Rocha na pior, pois Manoel Novaes era ligado a João Goulart, o presidente deposto. O deputado foi cassado e a oposição a Pedro se viu fortalecida pois Luís Viana Filho se tornou chefe da casa civil da ditadura de Castelo Branco.
* A política de conciliação de Antonio Carlos Magalhães, o outro homem forte da Ditadura na Bahia, permitiu que Pedro da Rocha não fosse cassado e terminasse seu mandato com força para indicar o sucessor.
* Uibaí foi emancipado e não tinha sequer o prédio da Prefeitura. Quando o segundo prefeito tomou posse, havia o CNEC, o plano de criação da CEU e algumas melhorias urbanas.
* Embora o primeiro governo tenha sido de vários avanços e muito bem avaliado, o que pode aparentar progresso nem sempre levava em conta o outro lado. Por exemplo: o próprio prefeito colocava entre suas realizações a construção de "aguadas em Laranjeiras". Porém, o processo implicou em cercamento das fontes de água e prejuízo nos rebanhos de caprinos. Famílias que tinham nessa criação parte importante de seu provimento, sofreram bastante no período. Também foi comum que os aliados do poder municipal grilassem, cercassem e se apossassem das terras do município de forma irregular e imoral. Daí que as terras que foram usadas em comum durante muito tempo pelos numerosos herdeiros de Francisca e Venceslau, Raimundo e Mariana e Gonçalo e Raimunda, foram monopolizadas por meia dúzia de fazendeiros.

P.S. Modificamos essa postagem após contribuição (ver comentários) do Prof. Celito

4 de set. de 2011

157 anos de Riacho D'areia


No dia seis de setembro, aniversário da Vila, ocorrerão diversas atividades para relembrar a data de fundação de Riacho D'areia, desde a manhã até a noite.
Aqui, publicamos um fragmento de um texto do pesquisador Celito Regmendes sobre o assunto.

"Portanto, ao se falar em SERRANO na vila temos q nos reportar á década de 50 do século XIX qdo um deles, o senhor Raimundo Pereira Rocha de São Domingos do Severo( hoje do Seteba) pegando carona no q fizera seu cunhado Venceslau machado investe uma considerável soma de recursos e adquire( 1854) uma faixa de terra junto a do cunhado e dá-lhe o nome de RIACHO D'AREIA, nome do local onde tinha uma fazenda no assuruá.

Pra Riacho D'areia ainda nos primódios veio um amigo de infancia e de labuta de Raimundo, o serrano Joaquim Alves de Sousa, ele trouxe a esposa Joana Silva( dos Machado e dos "Sabaõ") e talvez um ou mais filhos, com isso, durante muitos anos o povoado teve apenas a presença dessas duas familias, Raimundo como chefe do clã Rocha-Alves de Sousa e Joaquim como agregado e parceiro. Defino tal período como o da 1ª FASE, fase da implantação e consolidação de Riacho D'areia . Cuidar de "brejos" nas grotas da serra, cultivar mandioca, milho e feijão de corda nas beiradas arenosas da Serra Azul e no vale do Riacho Baixão onde ficava as casas de moradia, e, pricipalmente na labuta com gado, pois Riacho D'areia, Uibaí, Barra do Mendes e outros povoados q são caatinga e serra ao mesmo tempo, nasceram na lógica da pecuária, criar gado era a atividade economica principal naquele período. Essa fase durou de 1854 a 1915."

29 de ago. de 2011

A nova cara da política uibaiense

Daqui a um ano Uibaí pegará fogo "mode" as eleições!
Alguns adeptos de Pedro Rocha, mas não muito, acreditam que será brincadeira: o governo estadual e o federal estão ao favor; vários deputados, secretários e ministros do lado do atual prefeito; a "máquina" na mão; aliança com Luís Machado, Armênia, Dindo, Hamilton, João Martim, Dorim (falta quem mesmo?) que apoiaram, outrora, o grupo adversário do PT. Soma-se a isso a dificuldade de unificação da oposição, o reduzido número de vereadores e a migração de alguns eleitores após a última derrota. De fato, parece um cenário favorável.
O problema é que uma tendência da história política recente aponta para mais uma eleição acirrada. As últimas quatro eleições para o Executivo foram decididas com menos de 400 votos. Se Pedro Rocha reuniu muitas lideranças que antes pertenciam ao grupo de Birinha-Raul, isso não significa que o povo vai segui-lo. Afinal, os chefes pequenos seguem o rastro do dinheiro dos chefes grandes, mas o povo é movido por uma complexidade de relações: identificação, carisma, consciência de dever favores. Mas a marca maior é a rejeição. Foi a rejeição a Birinha que inflou a candidatura de Pedro Rocha em 2000 e não o carismo desse ou a capilaridade do PT. Este continua reduzidisso e a principal base de apoio de Pedro não é muito diferente da de Luís em 1996.
Porém, se considerarmos o ciclo da política uibaiense é marcado por fases de consenso local quando no plano nacional a oposição é esmagada. A década de 1950 foi de disputa acirrada. Mas em 1960, houve um consenso que reduziu a expressividade da oposição a zero. Na década de 1980 ela ressurgiu com novas cores e nos anos 2000 ela ganhou terreno, mas com as caras de sempre.
Por outro lado, Birinha-Raul é a cara de tudo que está decadente na política brasileira. Crias tardias do carlismo, ambos não tem a eficácia de construir a hegemonia através de uma política onguista no novo estilo do PT. Tudo estaria perdido para ele, não fosse o autoritarismo de Pedro Rocha e sua incapacidade política e administrativa. A política de Pedro é idêntica a de Raul: criar um consenso atraindo os adversários para debaixo de sua saia, mas consciente de desagradar os seus tradicionais aliados, inclusive chutando alguns. O que Pedro faz hoje com Davi e Dorisdei não é muito diferente do que Raul fez com João Martim e Dorival. E olha o resultado (as semelhanças param aí).
Se considerarmos que é certo o declínio do estilo de política carlista e uma reeleição de Pedro vai configurar o auge de seu poder (e necessariamente, o início de seu declínio), resta a pergunta: quem vai herdar a base política de Birinha? Quem vai capitalizar as viúvas de Pedro Rocha? Quem vai dar a nova cara da política uibaiense?

Zequinha Barreto presente!



Preparamos há alguns dias um material inédito sobre Zequinha Barreto e o movimento de Buriti Cristalino. É nossa modesta contribuição à comemoração dos 40 anos desde o assassinato de José Campos Barreto, Carlos Lamarca, Otoniel Campos Barreto e Luís Antônio Santa Bárbara pelas forças de repressão do Exército brasileiro.



Até breve.




18 de ago. de 2011

Filme sobre os revolucionários sertanejos


Parabenizamos ao cineasta Reizinho e toda a equipe pela realização do documentário "Do Buriti à Pintada" lançado em Brotas de Macaúbas - Ba. Sem dúvida cultivar a memória das lutas democráticas e populares do país é fundamental para inspirar as lutas do presente.
Zequinha Barreto e Carlos Lamarca são fundamentais para demolirem o mito de que a esquerda revolucionária no país era composta por filhos da classe média intelectualizada das grandes cidades. José Campos Barreto, filho de trabalhadores rurais de Buriti Cristalino, em Brotas de Macaúbas-Ba, foi seminarista em Pernambuco e operário em Osasco - onde liderou a greve contra a ditadura militar em 1968. Lamarca era militar, filho de um sapateiro do Rio de Janeiro. Capitão do exército, saiu do lado opressor e foi lutar ao lado do Brasil. Nada de "classe média" que era da "esquerda" por um capricho "intelectual". Ambos faziam um lento e silencioso trabalho de bases entre os "camponas" - assim Lamarca gostava de chamar os trabalhadores rurais da Serras de Brotas e Ipupiara em seu diário - com teatro, jornalzinho e reuniões. A ditadura os assassinou em setembro de 1971, há 40 anos atrás. Porém, vivem na memória dos lutadores e lutadoras do povo!