7 de abr. de 2011

O que dizem por aí


Há por aí mais materiais sobre a região de Irecê do que muita gente supõe. Quando produzidos por pessoas de outras regiões - a maioria dos casos - percebe-se coisas interessantes na forma da visão de um estrangeiro sobre a região, mas apresentam a deficiência de não atentarem para certas particularidades que qualquer criança da região pode ver. Porém, há uma safra de trabalhos de gente nossa. Confiram com seus próprios olhos.
Lembrando sempre que "a prática é o critério da verdade" (K. Marx)

Abaixo alguns links de materiais desse tipo

Palestra de Victor Athayde sobre a questão territorial

Resenha do livro de Jonh Wilkinson

Dissertação de mestrado de Janaina Sobrinho sobre caprinocultura em Jussara

Artigo de Daiane Dantas Martins sobre a seca de 1932 na vila de Uibaí e artigo de Taiane Dantas Martins sobre Mulheres trabalhadores rurais de Uibaí na década de 1950

Texto sobre Agronegócio dos combustíveis de Cláudio Felix, Gutierres Souza e Jorge Filho

Estudo agronomico sobre desempenho da mamona em Irecê



Texto sobre energia eólica em São Gabriel


Texto "Branca, nativa e proprietária ou negra, migrante e sem terra, o status nas
relações cotidianas de trabalhadoras rurais da vila de Uibaí, Xique-Xique,
década de 1950." de Taiane Dantas Martins

Não esquecer de alguns endereços que são da terra e que tem bastante coisa







Novos dados do IBGE, Censo 2010


O IBGE divulgou os primeiros dados do último censo. Digamos que o orgão não é muito de confiança. Os prefeitos já costumaram recorrer a métodos anti-republicanos para aumentar artificialmente suas populações de modo a conseguir mais recursos do Fundo de Participação do Município. Porém, os dados são bastante interessantes em alguns quesitos e se aproximam em alguma medida da realidade.
Se você quiser ver os dados da Bahia, pode recorrer aos seguintes endereços


5 de abr. de 2011

Feira de Saúde






A Ceu de Fêra (Casa dos Estudantes de Uibaí em Feira de Santana) criou o projeto Feira de Saúde, visando promover saúde com cidadania. No dia 3, em Boca d’água/Olho d’água e no dia 4 de fevereiro em Quixabeira, foram promovidas conversas sobre diabetes, obesidade e hanseníase, hipertensão, medição de pressão, calculo de IMC (Índice de Massa Corpórea), teatro do oprimido com a peça “A fila de espera” (do Grupo de Teatro de Boca d’água) e sorteio de um medidor de pressão digital entre os presentes.

3 de abr. de 2011

Conhecimento é poder



Há algum tempo é que teve início em rodas de conversa, e-mails, mesas de bar, reuniões e movimentos a necessidade de um "espaço" de reflexão da nossa realidade e intercâmbio dos diversos tipos de conhecimentos produzidos na experiência regional. O que seria exatamente? Um instituto de pesquisa e formação - que já foi proposto batizar justamente por Osvaldo Alencar -, um coletivo de estudos econômicos para o planejamento, uma ONG de assessoria a associações e comunidades, uma universidade popular para produzir um projeto alternativo de conhecimento e de sociedade?
Em debates do coletivo do MVIVE, temos caído nessa questão aqui ou acolá. Mas como viabilizá-lo? Esse "espaço" de uma "universidade popular alternativa sertaneja" - na formulação de alguns companheiros - seria uma entidade, uma escola, um espaço? Teria vínculos com o poder público, com instituições como a UNEB ou o IFBA? Seria financiado pelos sindicatos e movimento popular? Concorreria a recursos públicos?
E sua estrutura de funcionamento: cursos de extensão? Atividades intensivas de reflexão coletiva? Aulas-públicas de divulgação científica e movimentos de vulgarização artística e cultural? Coletivo de pesquisa para produção e sistematização de um novo tipo de conhecimento para fundamentar uma nova visão social de mundo? Debates políticos de diagnóstico e perspectivas de temas como política, agricultura, trabalho, cultura?
O debate está posto, a demanda existe. Como nos portaremos? Esperando a maré nos levar ou buscar o novo no fundo do mar?

SERVIDORES MUNICIPAIS DE UIBAÍ e seu sindicato se reune e ja se fala em greve




OS SERVIDORES DE UIBAÍ SE REUNIRAM ONTEM EM DOIS MOMENTOS, pela manhã a categoria de professores sentou com João Borges ( secretário de educação) na antiga CNEC onde foi discutido o PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS que continua emperrado assim como sobre a "melhoria dos salários" ja que o de Uibaí é um dos piores da região de irecê. O prefeito era pra estar presente, mas desistiu na última hora. Já o vereador e presidente da Câmara Davi Garcia esteve presente e se prontificou em apoiar os professores no sentido de se aprovar o mais rápido possível o plano de carreira da categoria.

Foi tirada uma comissão de 5 pessoas que além de rever o plano q foi elaborado por trabalhadores, sindicato e membros da secretaria de educação proporá e exigirá do executivo que agilize o processo. Ficou também de se marcar outra reunião pra avalair o andamento do processo e pra se articular acerca das reivindicações mais prementes da categoria.

Á TARDE JA NA CAMARA DE VEREADORES O SINDICATO SE REUNIU com o pessoal ligado a área de SAÚDE, a categoria demonstra forte insatisfação devido a vários fatores como salários defasados, falta de pagamento da insalubridade, autoritarismo de "superiores" e junto ao sindicato propôs um INDICATIVO DE GREVE ainda pra este mês.

Na reunião se discutiu também a estratégia de como preparar uma possivel GREVE que por um lado una os servidores de forma geral, receba o reconhecimento da população e esteja dentro dos tramites burocráticos.

UIBAIENSES tem uma ENQUETE la embaixo veja e VOTE

a primeira enquete do nosso blog trata do contexto político de nossa terra, dê uma olhada nas proposições e depois, caso queira, vote> Éimportante pra gente ter uma ideia de como os uibaienses veem o seu contexto político.
Desde ja, agradecido!!

2 de abr. de 2011

Zequinha Barreto: revolucionário brasileiro


Acima: Zequinha e Lamarca mortos em Pintadas (Ipupiara) pela ditadura militar. Abaixo: José Campos Barreto.

Tem coisas que são bastante curiosas. Um representante de uma família numerosa da região de Irecê, oriunda do Assuruá, que esteve no centro dos acontecimentos da história do país durante uma década, é alvo de homenagem de trabalhadores e intelectuais de outras regiões do país e é um desconhecido para muita gente, em especial a juventude, de sua própria região.

Desconhecer a história de José Campos Barreto, mais conhecido como Zequinha Barreto, é não só uma curiosidade, mas também um dever cidadão não só de cada uibaiense, brotense, ireceense, catingueiro, mas brasileiro em geral.

Líder operário, estudantil, esteve no centro dos acontecimentos da greve de Osasco de 1968, a maior expressão de resistência dos trabalhadores à ditadura civil-militar no auge de sua repressão. Quando todas as vias legais de atuação, como os sindicatos, a imprensa, os partidos, o parlamento e as próprias ruas estavam fechadas para a manifestação democrática do povo, ele não se fez de rogado. Ao lado de seus companheiros do Movimento Revolucionário 8 de Outubro - data da morte de Che Guevara - foi organizar o povo camponês pobre e humilhado do serão.

De volta à sua terra, Buriti Cristalino, um pequeno povoado de Brotas de Macaúbas, ao lado dos irmãos, Otoniel e Olderico, do feirense Luís Antônio Santa Bárbara, de João Lopes Salgado e do Capitão Carlos Lamarca, inicia um trabalho político junto aos camponeses. A repressão foi implacável.

Conhecer a história de Zequinha Barreto é de fundamental importância. Exemplo de luta, de resistência. Em especial em tempos em que prostitutas da ditadura como o deputado fluminense Jair Bolsonaro diz que no tempo dos ditadores era bom, é preciso lembrar do exemplo de lutadores do povo.

Abaixo, um trecho do livro "José Campos Barreto" do Instituto Zequinha Barreto de Osasco e o link para o livro completo e outros materiais.


"O cerco do delegado torturador

Em 28 de agosto de 1971, o temido delegado da repressão, Sérgio Paranhos Fleury e seus comandados, cercam a cidade de Brotas de Macaúbas e invadem a casa da família Barreto, atirando com fuzis e metralhadoras. Olderico é ferido gravemente na mão e na cabeça. É feito prisioneiro, juntamente com seus irmãos. Outros são assassinados.
O pai, José Barreto, um homem idoso, é barbaramente torturado para entregar o local de esconderijo de Zequinha e do Capitão Lamarca.
Vendo a cena, outro irmão, Otoniel se desespera pelo sofrimento do pai e decide fugir. Apodera-se de uma arma, dispara contra os soldados e tenta correr em direção ao esconderijo para alertar o irmão e Lamarca, mas é ferido mortalmente com um tiro na cabeça.
Segundo reportagem da revista ‘Veja’, de 25/04/1979, citada no livro de Orlando Miranda, “desde esse dia (28/ 8/71) e até a morte de Lamarca e Zequinha, Buriti viveu um rigoroso ‘estado de sítio’. Ninguém podia sair de casa após as 18 horas. Durante o dia, quem saísse era seguido, do alto, por um helicóptero; se entrava em alguma casa da redondeza, o helicóptero baixava, descarregava policiais armados e iniciava-se o interrogatóro.
O inusitado da situação tomava formas diferentes nesse pedaço de sertão baiano. A cinco quilômetros de Buriti, por exemplo, o jegue de um sertanejo não cumpriu de pronto a ordem de parar, dada por seu dono em obediência aos policiais, e estes metralharam o jegue, pa gando depois uma indenização de 50 cruzeiros.

Em Brotas de Macaúba, na mesma época, o Juiz de Direito proibiu que o sistema de alto-falantes ‘Constelação’ tocasse
a música ‘E agora, José’, composta pelo baiano Paulo Diniz a partir de versos de Carlos Drummond de Andrade.
Temia-se que aumentasse, entre a população, a lembrança do Zequinha”.

http://zequinhabarreto.org.br/?page_id=155