3 de abr. de 2011
UIBAIENSES tem uma ENQUETE la embaixo veja e VOTE
Desde ja, agradecido!!
2 de abr. de 2011
Zequinha Barreto: revolucionário brasileiro

Acima: Zequinha e Lamarca mortos em Pintadas (Ipupiara) pela ditadura militar. Abaixo: José Campos Barreto.Tem coisas que são bastante curiosas. Um representante de uma família numerosa da região de Irecê, oriunda do Assuruá, que esteve no centro dos acontecimentos da história do país durante uma década, é alvo de homenagem de trabalhadores e intelectuais de outras regiões do país e é um desconhecido para muita gente, em especial a juventude, de sua própria região.
Desconhecer a história de José Campos Barreto, mais conhecido como Zequinha Barreto, é não só uma curiosidade, mas também um dever cidadão não só de cada uibaiense, brotense, ireceense, catingueiro, mas brasileiro em geral.
Líder operário, estudantil, esteve no centro dos acontecimentos da greve de Osasco de 1968, a maior expressão de resistência dos trabalhadores à ditadura civil-militar no auge de sua repressão. Quando todas as vias legais de atuação, como os sindicatos, a imprensa, os partidos, o parlamento e as próprias ruas estavam fechadas para a manifestação democrática do povo, ele não se fez de rogado. Ao lado de seus companheiros do Movimento Revolucionário 8 de Outubro - data da morte de Che Guevara - foi organizar o povo camponês pobre e humilhado do serão.
De volta à sua terra, Buriti Cristalino, um pequeno povoado de Brotas de Macaúbas, ao lado dos irmãos, Otoniel e Olderico, do feirense Luís Antônio Santa Bárbara, de João Lopes Salgado e do Capitão Carlos Lamarca, inicia um trabalho político junto aos camponeses. A repressão foi implacável.
Conhecer a história de Zequinha Barreto é de fundamental importância. Exemplo de luta, de resistência. Em especial em tempos em que prostitutas da ditadura como o deputado fluminense Jair Bolsonaro diz que no tempo dos ditadores era bom, é preciso lembrar do exemplo de lutadores do povo.
Abaixo, um trecho do livro "José Campos Barreto" do Instituto Zequinha Barreto de Osasco e o link para o livro completo e outros materiais.
"O cerco do delegado torturador
Em 28 de agosto de 1971, o temido delegado da repressão, Sérgio Paranhos Fleury e seus comandados, cercam a cidade de Brotas de Macaúbas e invadem a casa da família Barreto, atirando com fuzis e metralhadoras. Olderico é ferido gravemente na mão e na cabeça. É feito prisioneiro, juntamente com seus irmãos. Outros são assassinados.
O pai, José Barreto, um homem idoso, é barbaramente torturado para entregar o local de esconderijo de Zequinha e do Capitão Lamarca.
Vendo a cena, outro irmão, Otoniel se desespera pelo sofrimento do pai e decide fugir. Apodera-se de uma arma, dispara contra os soldados e tenta correr em direção ao esconderijo para alertar o irmão e Lamarca, mas é ferido mortalmente com um tiro na cabeça.
Segundo reportagem da revista ‘Veja’, de 25/04/1979, citada no livro de Orlando Miranda, “desde esse dia (28/ 8/71) e até a morte de Lamarca e Zequinha, Buriti viveu um rigoroso ‘estado de sítio’. Ninguém podia sair de casa após as 18 horas. Durante o dia, quem saísse era seguido, do alto, por um helicóptero; se entrava em alguma casa da redondeza, o helicóptero baixava, descarregava policiais armados e iniciava-se o interrogatóro.
O inusitado da situação tomava formas diferentes nesse pedaço de sertão baiano. A cinco quilômetros de Buriti, por exemplo, o jegue de um sertanejo não cumpriu de pronto a ordem de parar, dada por seu dono em obediência aos policiais, e estes metralharam o jegue, pa gando depois uma indenização de 50 cruzeiros.
Em Brotas de Macaúba, na mesma época, o Juiz de Direito proibiu que o sistema de alto-falantes ‘Constelação’ tocasse
a música ‘E agora, José’, composta pelo baiano Paulo Diniz a partir de versos de Carlos Drummond de Andrade.
Temia-se que aumentasse, entre a população, a lembrança do Zequinha”.
31 de mar. de 2011
ASPECTOS HISTÓRICOS E GEOGRÁFICOS DO PROCESSO DE ASSOREAMENTO DO RIACHO CANABRAVA
O texto abaixo foi publicado no caderno Crítica da caatinga de maio de 2008 e o interesse sobre ele permanece atual. Suprimimos uma parte do texto intitulada "Caracterização de Uibaí" por entender que a mesma é desnecessária para boa parte dos leitores que visitam com alguma frequência esse blog.
ASPECTOS HISTÓRICOS E GEOGRÁFICOS DO PROCESSO DE ASSOREAMENTO DO RIACHO CANABRAVA*
Daiane Dantas Martins**
Geandro Machado Alecrim***
INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por objetivo estudar as ações antrópicas responsáveis por acelerar o andamento natural do processo de assoreamento do Riacho Canabrava, sobretudo aquelas ocorridas a partir da segunda metade do século XX.
Este recorte temporal foi escolhido por percebermos através de pesquisas, que foi na década de 1950 que se iniciou o processo depredatório das encostas e dos topos da Serra Azul ou das Laranjeiras onde este riacho tem as suas nascentes, bem como do seu leito, sendo esse o período quando se verifica um aumento no fluxo de pessoas na serra.
Nós, enquanto naturais do município na qual está localizado o riacho em questão, percebemos que ao longo do tempo o Riacho Canabrava tem perdido o seu rigor em conseqüência da gravidade do assoreamento ao qual este tem passado. Diante disso, buscamos investigar quais os principais elementos que contribuíram para que se chegasse a tal situação.
Sendo assim, faz-se necessário entender de que forma se deu o processo de agravamento do assoreamento em conseqüência desses fatores, pois é a partir deste entendimento que buscaremos sugerir atividades que minimizem a atuação dos agentes envolvidos diretamente nesse processo.
A metodologia utilizada será a pesquisa bibliográfica, consulta a fontes escritas, entrevistas, entre outros. Após a análise das fontes selecionadas, confrontamos as mesmas, e a partir daí, passamos à fase de redação.
Para dar suporte, utilizaremos a fim de complementar a pesquisa no que se refere às fontes, entrevistas feitas com o Sr. Valmir Roza - que foi escolhido por ser ex-secretário da Prefeitura municipal na década de 70 e memorialista sobre a história de Uibaí - e Zé Pinheiro - ex-agricultor da serra Azul. Além disso, serão utilizadas fotografias para observação da área estudada; o Projeto de Revitalização do Boqueirão do Canabrava; o trabalho monográfico intitulado: O uso dos solos e suas conseqüências sócio-ambientais no município de Uibaí-Ba e bibliografias que nos darão o embasamento teórico para analisar e compreender o processo de assoreamento do Riacho Canabrava identificando os fatores que proporcionam o mesmo.
A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DO RIACHO CANABRAVA E OS FATORES RESPONSÁVEIS PELO SEU ASSOREAMENTO
Uma abordagem a respeito do processo de povoamento da área em que se localiza o objeto de estudo faz-se necessário devido ao fato deste estar diretamente relacionado com o assunto que nos propomos a discutir, ou seja, foi ao longo do Riacho Canabrava que nasceu o povoado Canabrava do Gonçalo que posteriormente originaria o município de Uibaí. A história do município reporta-se a meados do século XIX quando,
Por volta de 1848, um pequeno agricultor e pastor de nome Venceslau Pereira Machado, deixa o povoado de S. José do Torneado situado na Serra do Assuruá próximo a atual cidade de Gentio do Ouro, influenciado pelas notícias dadas por um escravo fugido chamado Vicente Veloso que na sua fuga de Morro do Chapéu, passara por um vale situado numa serra que de longe toma um aspecto azulado e que nas margens do vale predominava uma planta de nome ‘Canabraba’ ou Canabrava e que por ali não havia vestígios de ocupação humana num raio de 30 Km.(SILVA, 1995, p. 14)
Após descobrir que as terras pertenciam aos herdeiros do conhecido Conde da Casa da Ponte - Antonio Guedes de Brito -, Venceslau compra as referidas terras passa a ocupá-las com sua família, povoando as margens do que viria a ficar conhecido como Riacho Canabrava. Tal era a importância desse riacho para essa população que o lugar passou a chamar-se Canabrava do Gonçalo devido à abundância dessa vegetação em todo o leito do riacho – ‘canabraba’ ou canabrava[1] – juntamente com o nome do cunhado de Venceslau – Gonçalo José dos Santos – que veio a ser o primeiro morador ocupando a borda direita da Serra Azul, lugar este que foi denominado Olho D’Água do Gonçalo, em 1845 aproximadamente. Em vista disso o primeiro nome que Uibaí recebeu foi Canabrava do Gonçalo, denominação que perdurou até 1938 quando Uibaí torna-se Distrito de Xique-xique, alcançando a categoria de cidade em 1961 quando se emancipa.(SILVA, 1995, p. 14)
É indiscutível o valor que o Riacho Canabrava teve para que se iniciasse o povoamento do lugar, bem como a riqueza que proporcionou, pois “ (...) além de caça com fartura, o negro Vicente encontrou, na escarpa da serra, os frutos do jatobá, que lhe serviram de farinha, e excelente fonte de água corrente.” (ROCHA, 1988, p. 50) Segundo consta em informações essas terras ao serem encontradas eram “Grandes áreas de terra totalmente desabitadas, bastante água e excelente qualidade do solo.” (ROCHA, 1988, p. 50)
Dessa forma,
Os fatores naturais, em particular a existência de água corrente, tão preciosa nos terrenos de cultura ou em qualquer parte da região semi-árida da Bahia, tem um valor incalculável para quem procura abrir novas fronteiras. Quando se trata de ‘olhos d’água’, designação que aparece freqüentemente na toponímia do interior nordestino, a atração do líquido é evidente, com sedutor efeito, seja para o simples viajante ou para quem procura pouso mais demorado”. (ROCHA, 1988, p. 51)
Assim, nota-se que os primeiros povoados a surgir às margens do riacho período em que “(...) os verdejantes brejos de bananeiras e cocáis foram sendo formados como o cartão de visita de uma terra de abundância.”(ROCHA, 1988, p. 51) Sendo assim, tem-se por volta de 1850 o início da modificação ambiental pelo homem no espaço o qual estamos abordando, onde Venceslau “(...) À beira do riacho plantou sua residência e construiu uma ‘casa-de-farinha’ (a primeira existente na vila) e cultivou grande extensão do brejo onde diversificou a plantação de cereais.” (ROCHA, 1988, p. 56)
Como podemos perceber no breve resgate histórico acima, poderíamos iniciar os nossos estudos acerca do assoreamento no Riacho Canabrava a partir de meados do século XIX, todavia escolhemos como delimitação temporal a década de 1950 até os nossos dias, por termos constatado ao longo da pesquisa que foi após este período que iniciou a intensificação do assoreamento do riacho devido às ações antrópicas decorridas de dois momentos marcantes. O primeiro trata-se da construção de uma casa na localidade denominada como Capanga próximo a uma das nascentes do riacho. A construção desta casa pode ser entendida como o marco para o aumento do fluxo de pessoas na serra Azul, provavelmente, de caçadores que a utilizavam para pernoitarem.
Quanto ao segundo fator, refere-se a construção da primeira barragem em 1950 sobre o Riacho das Canabravas, com o objetivo de abastecer a cidade de Uibaí[2]. Vale ressaltar que em 1956, segundo Valmyr Roza, a água do município passou a receber o devido tratamento para o consumo que já vinha acontecendo há seis anos. Em 1963-1967, quando Uibaí já havia se emancipado, o sistema de abastecimento d’água foi ampliado, e além de servir ao Município essa água servia também, através de carros pipa, aos Municípios visinhos que dispunham desse bem em uma quantidade insuficiente.
Já nos anos 80, a cidade de Uibaí passou por uma forte estiagem, levando o então prefeito municipal a angariar fundos junto ao DER-BA. Essa verba emergencial deveria ser destinada à construção de estradas e barragens, optou-se por construir a segunda barragem, um pouco abaixo da primeira, ficando a que se situava mais acima para o abastecimento da cidade e a segunda destinada ao laser não só da população local, mas de vários municípios vizinhos, influenciando assim, para uma grande aglomeração de pessoas neste local da serra.
Ainda na década de 1980, ocorreu a ocupação desenfreada das encostas e dos planos de topos de morros por “posseiros”, mesmo estes tendo de vencer distâncias, falta de infraestrutura e adversidades de toda origem em decorrência da grande pressão fundiária que foi gerada pela escassez do acesso a novas terras agricultáveis devido a questões financeiras, pois “as terras de espólios tornaram-se cada vez menores e inviáveis, diante do modelo agrário/agrícola assumido pelo Brasil nas últimas décadas.”[3]
Por fim, nos atentamos a total descaracterização da vegetação ciliar do riacho da Canabrava referente ao trecho que passa por dentro do território da cidade de Uibaí, pois o solo destas margens tem sido utilizado para fruticultura (manga, coco, caju, outros) e pastagens tem desencadeado uma aceleração do assoreamento neste riacho.
Exposto os fatores acima, detectados como responsáveis por agravar o assoreamento natural que vem ocorrendo na bacia do riacho Canabrava, passaremos a analisar as suas influencias de forma mais aprofundada a seguir.
DISCUSSÃO DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELO ASSOREAMENTO DO RIACHO DA CANABRAVA
O Riacho Canabrava é a principal bacia hidrográfica existente na Serra Azul, no trecho localizado no Município de Uibaí e tem sua nascente
(...) na Serra dos Capangas e corta a Serra Azul ou Serra das Laranjeiras e ao percorrer uns 18 quilômetros, desemboca na vereda da Boca D’Água próximo ao povoado Veredinha, na propriedade agropastoril do senhor Domingos Leandro Machado, isto no período chuvoso, na época da seca ele percorre apenas, uma extensão perimétrica de uns 10 mil metros.”[4]
Os processos responsáveis pela ação erosiva nas margens do riacho da Canabrava e principalmente nas encostas da serra Azul que resultam no assoreamento do mesmo, estão relacionados aos quatro fatores controladores expostos por Guerra e Cunha (2001): A erosividade da chuva, erodibilidade do solo, cobertura vegetal e características das encostas, associadas à atuação antrópica, acarretando assim, no agravamento do decorrer natural do assoreamento.
Dessa forma, para melhor descrição e compreensão deste processo, faz-se necessário caracterizar o tipo de solo, vegetação, encostas e chuvas predominantes na área de estudo, ou seja, na bacia do Riacho Canabrava, juntamente com atividades antrópicas ai existentes.
Nesta área encontramos, sobretudo, um agrupamento de solos pouco evoluídos e sem horizonte B diagnosticado, ou melhor, os neossolos, que por sua vez estão subdivididos em quatro categorias: neossolos litólicos (solos litólicos), os neossolos flúvicos (solos aluviais), os neossolos quartzarênicos (areias quartzosas).
Os neossolos litólicos (solos litólicos), solos com horizonte A ou O hístico com menos de 40 cm de espessura, assente diretamente sobre a rocha ou sobre um horizonte C ou Cr com grande parte da sua massa constituída por fragmentos de rocha (cascalhos, calhaus e matacões), admitindo um horizonte B, em início de formação, cuja espessura não satisfaz a qualquer tipo de horizonte B diagnosticado. Estes solos são encontrados nas encostas que ficam adjacentes ao leito do Riacho Canabrava no trecho serrano que apresenta forte ondulamento resultante da formação de outeiros e morros com elevação de 50 a 200m. Este trecho apresenta-se como o principal responsável pelo assoreamento do Riacho Canabrava, por estar mais susceptível a erosão laminar, devido à declividade acentuada da encosta somada ao solo arenoso com fragmentos de rochas que se encharca subsuperficialmente fácil, propiciando o fluxo de água na superfície.
Outro fator que podemos associar a tal processo erosivo, é o pequeno teor de agentes agregadores contido no solo em decorrência da pouca matéria orgânica originada da vegetação de caatinga que predomina nesta área, bem como pelo seu desmatamento em conseqüência da agricultura de subsistência existentes nas encostas e topos que tem apresentado um
(...) número que se aproxima de 300 famílias que vivem da exploração itinerante de roças abertas e utilizadas até esgotamento total do solo. As técnicas rudimentares resultam no conjunto fogo, erosão e produção agrícola arcaica, processo produtivo que dura no máximo 04 anos, obrigando cada grupo familiar a abrir outra clareira nas serras, para o mesmo fim.[5]
Dessa maneira, o processo de erosão laminar é potencializado, pois o baixo teor de agentes agregadores adicionado à quebra destes, aumentam a erodibilidade do solo, por facilitar a formação de crostas que o impermeabiliza, aumentando assim, o escoamento superficial.
Esta vegetação a qual nos referimos acima, é composta por uma flora de caatinga semicaducifólia com presença de itapicurús, jatobás, paud’arcos, aroeiras, baraúnas, angicos, tamburis, gameleiras, ingazeiros, cedros, quixabeiras, juazeiros etc. além de arbustos como jurema, unha-de-gato, cansanção, facheiro entre outros que impossibilitam o contato direto das gotas de chuvas com o solo reduzindo a erosão por splash, reduzindo também, a velocidade das enxurradas, minimizando a erosão superficial.
Por sua vez, os neossolos flúvicos (solos aluviais), solos derivados de sedimentos aluviais com horizonte A posto sobre C constituído de camadas estratificadas, sem relação pedogenética entre si juntamente com os neossolos quartzarênicos (areias quartzosas), solos com seqüência de horizontes A-C, apresentando textura areia ou areia franca nos horizontes; essencialmente quartzosos, tendo nas feições areia grossa e areia fina e ausência de minerais primários alteráveis (menos resistentes ao intemperismo) são proeminentes das áreas topograficamente planas, com a superfície esbatida ou horizontal, onde os desnivelamentos são muito pequenos, por isso, áreas em constante acumulação de materiais sedimentares. Estes solos são encontrados, predominantemente, no decorrer das margens do Riacho Canabrava, onde o seu
(...) processo de ocupação e exploração foi iniciado em meados do século XIX (1850), quando o povo da antiga Vila percebeu que as terras do Boqueirão formavam uma das raras porções do território que oferecia condições de umidade durante o ano inteiro. Assim, substituíram paulatinamente a vegetação ciliar por frutíferas (mangueiras, cajueiros, coqueiros, e outros) e capins, gerando produção econômica e problema ambiental crescentes, sendo o primeiro mais observado que o segundo, mesmo este se tornando cada vez mais evidente, à medida que a população foi aumentando. Chegamos aos dias atuais, que apresentam intensa descaracterização das margens do riacho.[6]
Neste processo de retirada da vegetação natural ciliar para introdução de frutíferas e gramíneas (para a atividade pastoril) ocorrem atividades propícias para o aumento do assoreamento do riacho, especialmente, pela erosão laminar. Este processo decorre da redução do conteúdo de matéria orgânica no solo ocasionando a redução de agentes agregadores, por deixar o solo mais exposto diretamente as gotas de chuva e por compactar gradualmente o solo por pisoteio do gado dificultando a infiltração da água, entre outros fatores.
Relacionado a construção das duas barragens que tratamos no tópico anterior, podemos observar a interferência do equilíbrio natural do Riacho Canabrava em duas áreas, ou seja, a montante da barragem e a jusante da barragem. Estas modificações são visíveis, principalmente, após a construção da segunda barragem na década de 80. Primeiramente, por ter suas paredes mais altas aumentou a altura da queda d’água, potencializando assim, o solapando do solo abaixo (sobretudo nos períodos chuvosos) influenciando para um grande acréscimo de sedimentos transportados que serão depositados em pontos anteriores a desembocadura do riacho, pois a energia do fluxo do riacho tem sido reduzida em conseqüência da “morte” de algumas nascentes, somada ao seu assoreamento.
O outro fator está relacionado ao aumento do nível d’água no reservatório, levantando o nível de base local, alterando a forma do canal, bem como a capacidade de transporte de sedimentos assoreados a montante da mesma. Devemos salientar, que este reservatório que tanto nos serviu, foi completamente abandonado por volta do ano 2003 após introdução da distribuição de água pela EMBASA, encontrando-se atualmente completamente assoreado.
Diante do que foi exposto, percebe-se que ações antrópicas predatórias (desmatamento das encostas, topos planos e margens, além da construção de barragens) impostas ao Riacho Canabrava tem impulsionado o aceleramento dos processos erosivos acarretando o agravamento do processo natural do assoreamento no mesmo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em vista o exposto anteriormente percebe-se que a devastação ambiental vem ocorrendo desde o momento em que os primeiros habitantes chegaram em seu solo modificando o meio ambiente com o fim de adequá-lo às suas necessidades básicas. Todavia, com o passar dos anos e das gerações essa devastação atingiu sérias proporções devido à má utilização desses recursos que não são suficientes para garantir a dignidade das famílias envolvidas (300 famílias) e contrariamente, traz um custo ambiental incalculável que não se restringe a apenas o município de Uibaí – afetado diretamente – mas também, refletindo em toda a região que de alguma forma já foi dependente dos recursos hídricos de Uibaí. Em vista disso, consideramos que se “(...) Até a década de 1970, o Boqueirão de Uibaí era a única fonte de água potável a servir milhares de pessoas.”[7] Faz-se necessário urgentemente a recuperação não só do Boqueirão no qual se encontra o Riacho Canabrava, como também dos riachos que se encontram ao longo de toda Serra Azul, que propiciariam a Uibaí a recuperação de sua autonomia no que diz respeito à disponibilidade de água potável em quantidade suficiente para o abastecimento de toda a população, tendo em vista também a “(...) previsão da CODEVASF de estrangulamento do Sistema Mirorós [que abastece atualmente além da sede do município alguns distritos], para consumo humano, a partir de 2012.”[8]
Sendo assim, faz-se necessário a recomposição da cobertura vegetal nas encostas e a correção do processo erosivo possibilitando a garantia da revitalização dos cursos d’água, bem como observa-se a urgência de uma revisão nas atitudes tomadas pelo município no tocante à “política ambiental” pois, ao que foi possível inferir diante das poucas informações obtidas, uma vez que proíbe queimadas, derrubada de árvores, caça, etc, todavia não apresenta uma alternativa para que essas pessoas que dependem economicamente dessas atividades haja vista o alto desemprego no município, ficando assim, um grande contingente de pessoas impossibilitadas de desenvolver as atividades das quais depende o seu sustento.
REFERÊNCIAS
CUNHA, Sandra Basptista da e GUERRA, Antonio José Teixeira (Orgs.). Geomorfologia do Brasil. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
CUNHA, Sandra Basptista da e GUERRA, Antonio José Teixeira (Orgs.). Geomorfologia – Uma Atualização de Bases e Conceitos. 4ª Edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
Diagnóstico de Uibaí. UFBA/UMBU. 1997.
Projeto para Revitalização do Boqueirão da Canabrava. UMBU – União Municipal em Benefício de Uibaí. Fevereiro de 2003. Uibaí – Bahia.
ROCHA, Osvaldo de Alencar e MACHADO, Edimario Oliveira Machado. Canabrava do Gonçalo: Uma Vila do Baixo Médio São Francisco. Salvador: Brasília: Ed. do Autor, 1988.
SILVA, Jusselito Mendes da. O uso dos solos e suas conseqüências sócio-ambientais no município de Uibaí-Ba. Monografia. Salvador, UFBA, 1995.
Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Embrapa. Serviço de Produção de Informação. Brasília, DF, 1999.
* Artigo científico produzido na Disciplina História Ambiental, orientado pela professora Marjorie Cseko Nolasco.
** Historiadora graduada pela Universidade Estadual de Feira de Santana e mestre pela Universidade do Estado da Bahia. daiuibai@yahoo.com.br.
*** Geógrafo pela Universidade Estadual de Feira de Santana geandromachado@yahoo.com.br.
[1] Atualmente esta vegetação já foi praticamente toda devastada, podemos encontrar ainda algumas amostras próximo o um poço de nome Bucetinha, localizada no brejo particular de seu Sergipano.
[2] Anotações cedidas por Valmyr Roza de Miranda.
[3] Projeto para Revitalização do Boqueirão da Canabrava. UMBU – União Municipal em Benefício de Uibaí. Fevereiro de 2003. Uibaí – Bahia. p. 6
[4] Anotações cedidas por Valmyr Roza de Miranda.
[5] Projeto para Revitalização do Boqueirão da Canabrava. UMBU – União Municipal em Benefício de Uibaí. Fevereiro de 2003. Uibaí – Bahia. p. 6
[6] Projeto para Revitalização do Boqueirão da Canabrava. UMBU – União Municipal em Benefício de Uibaí. Fevereiro de 2003. Uibaí – Bahia. p. 6
[7]Projeto para Revitalização do Boqueirão da Canabrava. UMBU – União Municipal em Benefício de Uibaí. Fevereiro de 2003. Uibaí – Bahia. p. 7
[8] Projeto para Revitalização do Boqueirão da Canabrava. UMBU – União Municipal em Benefício de Uibaí. Fevereiro de 2003. Uibaí – Bahia. p. 8
30 de mar. de 2011
Povo é inseto?

Povo parece inseto. Povo, aqui, significa gente trabalhadora, sofredora, sem grandes atributos de status, sem nomes nobres, enfim, povo pobre.
Comissão do senado aprova o voto em lista fechada: em uibaí diminuiria o assédio do candidato ao eleitor?
Angeli
Com um placar apertado – 9 a 7— a comissão de reforma política do Senado aprovou o sistema eleitoral de lista fechada.
Trata-se de uma sistemática que retira do eleitor o direito de votar nos candidatos de sua preferência nas eleições para deputados –estadual e federal— e vereadores.
O cidadão fica obrigado a votar num partido político. Serão eleitos os candidatos levados a uma lista pela legenda, na ordem que ela indicar.
O número de eleitos de cada partido dependerá da quantidade de votos que a agremiação conseguir capturar na eleição.
O resultado foi uma vitória parcial do PT, maior defensor do voto em lista. O êxito é parcial porque a coisa precisa ser aprovada nos plenários da Câmara e do Senado.
O modelo atual, embora imperfeito, homenageia a vontade da bugrada, não dos mandachuvas dos partidos.
Hoje, o sujeito escolhe os nomes que bem entende. Por vezes, vota-se em Tiririca (PR-SP) e elege-se junto Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). Daí a imperfeição.
O risco é maior, porém, no modelo aprovado na comissão de sábios do Senado. Flerta-se com a hipótese de votar no PT e eleger mensaleiros empilhados numa lista.
Na sessão desta terça, concorreu com o voto em lista um sistema apelidado de “distritão”, preferido por sete dos presentes.
Consiste no seguinte: cada Estado é tomado como um grande distrito. Elegem-se os candidatos mais votados em cada "distritão".
Funcionaria como nas atuais eleições majoritárias –para prefeito, governador, senador e presidente da República. Tem a vantagem de eliminar o veneno do puxador de votos.
Cada candidato dependeria apenas dos votos que fosse capaz de seduzir. O prestígio de Tiririca não seria transferido a Protógenes.
Deveu-se sobretudo à omissão do PSDB a derrota do “distritão”. Havia três tucanos na sessão da comissão de reforma política.
Numa primeira rodada de votação, Aécio Neves (MG), Lúcia Vânia (GO) e Aloysio Nunes (SP) posicionaram-se a favor do voto “distrital misto”.
No segundo e decisivo embate –voto em lista X distritão— a tróica de tucanos preferiu escalar o muro da abstenção.
EXTRAÍDO DO BLOG DE JOSIAS SOUSA
27 de mar. de 2011
Muito além do "Canabrava do Gonçalo"
Acreditamos que só existe transformação social a partir da democratização dos conhecimentos, em suas mais diversas formas. Não entraremos aqui em discussão sobre o valor maior ou menor deste ou daquele tipo de conhecimento. O objetivo aqui é meramente informativo. Ora, existe uma produção intelectual sobre a nossa região - e sobre Uibaí - que já existe há um certo tempo e que tem ganhado fôlego. Aqui, divulgaremos algumas referências de trabalhos mais ligados à área de história. Tem muito mais. Aproveitem e procurem.
Lembrando de Bertold Bretch
AO COMANDO!
Aprenda o mais simples!
Para aqueles cuja hora chegou,
nunca é tarde demais!
Aprenda o ABC; não basta,
mas aprenda! Não desanime!
Comece! É preciso saber tudo!
Você tem que assumir o comando!
Aprenda, homem no asilo!
Aprenda, homem na prisão!
Aprenda, mulher na cozinha!
Aprenda, ancião!
Você tem que assumir o comando!
Freqüente a escola, você que não tem casa!
Adquira conhecimento, você que sente frio!
Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.
Você tem que assumir o comando!
Não se envergonhe de perguntar, camarada!
Não se deixe convencer.
Veja com seus olhos!
Aquele que não sabe por conta própria
não sabe.
Verifique a conta:
É você quem vai pagar.
Ponha o dedo sobre cada item.
E pergunte: “o que é isso?”
Você tem que assumir o comando!
Bertrold Brecht
P.S.: A lista precisa ser acrescida de outros materiais. Por favor, nos ajudem a fazer uma lista de materiais "Para conhecer a Uibaí"
Trabalhos acadêmicos
FERREIRA, Elisangela Oliveira. Entre vazantes, caatingas e serras: trajetórias familiares e uso social do espaço no sertão do São Francisco, no século XIX. (Tese de doutoramento em História). Salvador: UFBA, 2008.
LEITE, Jedean Gomes. “Terra do frio”, coronéis de “sangue quente”? Política, poder e alianças em Morro do Chapéu (1919-1926). Dissertação de Mestrado (História). Feira de Santana: UEFS, 2009.
MARTINS, Daiane D. Um flagelo no sertão baiano: cotidiano, migração e sobrevivência na seca de 1932. Dissertação de Mestrado (História Regional e Local). Santo Antônio de Jesus: UNEB, 2010.
MARTINS, Taiane Dantas. Caldeirão de Histórias: ocupação e povoamento de Caldeirão de Uibaí 1870-1950. Uibaí, 2007. 60 páginas digitadas.
MARTINS, Taiane Dantas. Da enxada ao clavinote: experiências, liberdade e relações familiares de escravizados no sertão baiano, Xique-Xique (1850-1888). Dissertação de Mestrado. Santo Antonio de Jesus: UNEB, 2010.
MARTINS, Taiane Dantas. Viver para parir, labutar pra não morrer: trabalhadoras rurais na década de 1950, Vila de Uibaí, município de Xique-Xique. Monografia de Especialização (História: cultura urbana e memória). Jacobina: UNEB, 2008.
SODRÉ, Maria Dorath Bento. “Até onde justo for”: Arranjos e conflitos pela propriedade e posse da terra (Macaúbas, 1850). Monografia de Pós-Graduação em Teoria e Metodologia da História. Feira de Santana: UEFS, 1999.
WILKINSON, John. O Estado, a agroindústria e a pequena produção. São Paulo/Salvador: Cepa-Ba/Hucitec, 1986.
Outros trabalhos
CUNEGUNDES, Jubilino. Morro do Chapéu. Salvador: Edição do autor, 1976.
DOURADO, Adélio. Família Dourado. Irecê: Edição do autor, 2003.
DUARTE, Adão Assunção. História de Central. São Paulo: 1978. mimeo.
LA BANCA, Reynaldo Jonatas. Irecê – BA: monografia história. capital do feijão e mamona. Lapão: Edição do autor, s.d.
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Projeto para Uibaí
- Construir um projeto de desenvolvimento social da agricultura em nossa região;
Há um círculo vicioso em nossa região na relação entre política e economia: a pobreza da população trabalhadora é utilizada pelos políticos nas eleições: trocam-se votos por feijão, arroz, cachaça, remédios. A política autoritária, excludente, conservadora e violenta se sustenta na pobreza e na exploração dos trabalhadores e precisa conservar esta para se conservar. A política precisa da pobreza. Como a política é um negócio, o dinheiro investido nas eleições precisa ser retomado com margens escandalosas de lucro durante a gestão. Assim, sem investimentos infra-estruturais, sem projeto de governo – porque o governo é um projeto pessoal de enriquecimento e poder – a economia fica a deriva da concorrência externa que é selvagem. A economia local trava, não se desenvolve, não gera renda nem postos de emprego e amplia a miséria, a mendicância. Sem meios de vender sua força de trabalho, a população trabalhadora fica sujeita aos ricos com consciência social, ao assistencialismo, aos programas do Estado e à rapina dos políticos. Portanto, faz-se extremamente necessário libertar os jovens, as mulheres e os homens que vivem do trabalho no campo e na cidade da pobreza e da dependência em relação aos políticos. Isso só é possível através de um projeto de desenvolvimento da agricultura em nossa região capaz de fortalecer a agricultura familiar, estimular o cooperativismo e criar postos de trabalho para os jovens.
- Reconstruir o Grupo de Cidadania de Uibaí;
A cidadania é um conceito liberal da Teoria do Estado que é usada largamente na política. Segundo essa teoria, o Estado existe para garantir o bem-comum, evitar a guerra de todos contra todos e proteger a propriedade, a liberdade e a democracia. O Estado (composto pelas policias, Forças Armadas, Poder Judiciário, Poder Legislativo, Poder Executivo, Educação Pública, Saúde Pública, Sistema Carcerário, etc.) tem por função proteger os cidadãos. Cada cidadão tem direitos e deveres para com o Estado. Essa teoria mascara a realidade. Na verdade, o Estado existe para evitar que as classes sociais (burguesia, trabalhadores, classe média) se destruam, ou melhor, para evitar que as classes sociais que estão sendo exploradas e oprimidas pelas classes dominantes se revoltem. Não existem cidadãos. Existem classes sociais. O Estado protege a classe dominante (as que tem propriedade, as que tem posses, as que tem bens) e reprime e disciplina as camadas populares. Por isso, Polícia, Cadeia, Condenações, Péssima Educação e Saúde Públicas são para os trabalhadores. Vinhos caros, cargos no Senado, no Congresso, nos Ministérios, Carros de Luxo, Viagens, Férias são para as classes dominantes. Contudo, a prática mostrou que o Grupo de Cidadania foi muito importante em Uibaí para conscientizar seus participantes e a população em geral. A sua experiência mostra que os trabalhadores precisam se mobilizar para conquistar seus direitos, que é preciso muita paciência e perseverança para conquistar os objetivos coletivos. A sua experiência mostra que o Estado é uma forma de opressão das camadas populares, mas que é preciso lutar contra ele por dentro e por fora dele. Portanto, é preciso apoiar as iniciativas de rearticulação do Grupo de Cidadania de Uibaí.
- Movimento de luta pelos direitos trabalhistas dos servidores municipais;
“A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores” Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), revolucionários alemães
O revolucionário italiano Antonio Gramsci (1891-1937) dizia que a democracia em seu país era uma farsa. Porque deram o direito ao voto aos trabalhadores rurais, mas não deram terra. Sem terra os trabalhadores não tinham liberdade política e dependiam de quem tinha terra para escolher seu voto. Em nossa região acontece algo semelhante. Houve uma mudança. O concurso público criou um corpo municipal de funcionários que tem liberdade política. Vivem de seu próprio trabalho e não precisam dar satisfação do que pensam sobre a política. Assim, eles têm condições mais favoráveis para lutar por seus direitos. É fundamental apoiar as lutas por direitos que surgirão. Para isso apoiaremos as iniciativas de organização de uma associação em defesa dos direitos trabalhistas dos servidores municipais.
- Formação de lideranças populares;
“Sem teoria revolucionária não existe movimento revolucionário” Lênin, revolucionário russo (1871-1924)
O acesso às Universidades propiciado através das Casas de Estudantes de Uibaí permitiu a muitos jovens das camadas trabalhadoras de Uibaí a formação profissional. Mas também foi importante enquanto espaço de formação política e teórica. A teoria é a reflexão sobre a prática. A prática é a intervenção do ser humano no mundo. Toda teoria é uma prática e toda prática implica numa teoria. Teoria sem prática é palavrismo. Prática sem teoria é voluntarismo. Ou seja, muitas vezes, ter boas intenções, mas encurtar o caminho do inferno. As teorias estão em toda parte. Há teoria nos ditados populares, nos causos, na sabedoria popular, na religião popular... há teoria até mesmo na Universidade. Nas Universidades há conhecimentos que não são fáceis de se adquirir, mas que podem ser muito úteis para os trabalhadores nos seu dia-a-dia e o destino final da teoria deve ser a prática. Por isso, é fundamental estruturar ao lado dos movimentos sociais, do sindicato, das associações comunitárias, paróquia, igrejas e quem mais tiver interessado um curso de formação de lideranças populares. Não se vão formar líderes. Mas oferecer aos líderes populares já existentes teorias que eles até então não tiveram um acesso mais sistemático. É espalhar conhecimento para que os trabalhadores usem essa arma a seu favor. Estudar, sistematicamente, histórias das lutas sociais, questão agrária brasileira, cultura brasileira, Estado, movimentos sociais, etc.
Aeusu gestão 2007-2008 Participação e Luta!
8 de outubro de 2007