17 de mar de 2010

Cultura



Palavra que atualmente compreende mais debate e polêmica do que significado, possui, entretanto, um poder enorme. Poder de mobilizar, de realizar, de organizar. Os antropologos, sociólogos, historiadores, críticos literários e outros estudiosos de um modo geral, ao lado dos sujeitos produtores de cultura e dos militantes da área artístico-cultural, talvez só possuam um consenso: a de a cultura é fundamental para o ordenamento das relações humanas de poder.
Há, entretanto, "boas" e "más" culturas. Na concepção do Movimento Vicente Veloso qualquer "bom" movimento cultural deve ser crítico, inclusivo, saudável, pautado nos valores da democratização, da horizontalidade política, da diversidade cultural. Todo movimento cultural que se converte de forma irrestrita e submissa ao mercado, aos seus valores de produtividade, desempenho, competitividade, resultado, etc. termina necessariamente na massificação, na vulgarização, na inautenticidade e no lugar-comum do da acriticidade e do egoísmo.
O "bom" movimento cultural - que é crítico, combativo, democrático - não pode ter medo de ser marginal, de ser de vanguarda, de ter ousadia. O movimento cultural que se preza não se move no ritmo rápido e superficial do mercado, mas no paulatino e profundo tempo da história.
Oxalá tenhamos mais movimentos assim!

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