26 de ago de 2010

Socialismo: uma necessidade


O socialismo é um termo que tem sido cada vez mais retomada. Para alguns, é como xingar a mãe. Para outros é como falar em um fóssil. Todavia, os argumentos contra ele são muito simples, simples demais: o socialismo não deu certo. É utopia.

Porém, vale perguntar: o capitalismo deu certo? Ou então, será a sociedade capitalista a melhor entre as realmente existentes? Mas outros responderiam: ora, o ser humano é naturalmente egoísta e a sociedade capitalista existirá para sempre pois é a melhor que se adéqua à natureza humana. Pergunta-se: será que o servo medieval ou o escravizado do Brasil colonial vislumbravam que o futuro traria grandes mudanças ou percebiam suas condições de submissão e opressão como transitórias? Diriam eles: “Oh, não! Não se aflijam, senhores, que brevemente, após alguns séculos de luta, nossa condição jurídica será superada e tornar-se-à objeto de horror, pois a história é dinâmica”? Será que, caso dissessem isso, algum contemporâneo o julgasse louco ou, na melhor hipótese, excessivamente otimista? Já o argumento da natureza humana é curioso: em milênios de existência, pouco mais de cinco décadas atrás responderiam pelo auge da civilização humana? O cume não pode ser ultrapassado?

Achamos que não!

A sociedade capitalista apresenta todos os sinais de crise e degradação. Ainda assim parece estável, firme no chão, tão forte e eterna quanto o céu e a terra. Todavia, ela é transitória, histórica, uma fase da humanidade que está destinada à superação.

Perecerá. Como todas as formas de produção que lhe antecederam. Resta a humanidade decidir em seus conflitos se perecerá junto com o capital levando à destruição a civilização com a destruição de todas as classes em luta? Ou, a humanidade chegará a um estágio de desenvolvimento superior baseado na propriedade social, na livre associação e na sociedade civil autoregulada.

2 comentários:

  1. Se o capitalismo passa? Passa sim! Assim como as outras formas de produção, um dia acaba. Mas é um modelo tão voraz, que não se sabe se dará tempo de ser substituído por outro. O capitalismo destrói o homem dia a dia, e se o seu fim corresponder ao fim da humanidade?

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  2. Oxe! Que nada! Vamos parar essa coisa, mais dia menos dia, a gente consegue!

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